As redes sociais são a TV dos anos 90 sem perda de sinal
Lembro de um vídeo do Félix Guattari falando sobre como a TV poderia funciona como uma droga, e na verdade é uma droga, pois as substâncias produzidas no cérebro, a neuroquímica, é a bastante similar a que as drogas colocam em ação.
Digo isso, porque as redes sociais, quer dizer, a estrutura midiática que as sustenta: o uso com uma ou duas mãos, os toques na tela, a unificação da visão, audição e do tato compõem uma poder de captura muito mais imersivo que o da TV.
Mas quando entramos no campo do conteúdo a coisa fica muito mais próxima, porque assim como a TV dos anos 1990, as redes sociais se parecem cada vez mais com uma variedade de Programas do Gugu, para todos os gostos mas com o mesmo formato. A questão é prender a atenção com todo tipo de truque que faça o espectador de tela permanecer engajado.
A partir desse objetivo, são criados gatilhos, formas de gameficar a experiência, de criar identificação, incluir em tribos, criar bodes expiatórios, etc.
Tudo para fazer o espectador de tela curtir, compartilhar e permanecer assistindo.
A TV se tornou interativa, a tela diminuiu de tamanho e o programa do gugu agora funciona na escala 24 por 7.